Jiu-jitsu brasileiro para iniciantes: a primeira aula, kimono, faixas, posições básicas e como evitar lesões
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O jiu-jitsu brasileiro (BJJ) nasceu no Brasil a partir das adaptações da família Gracie e hoje é praticado no mundo inteiro. É uma arte marcial de chão, baseada em alavancas, controle de posição e finalizações, em que a técnica permite que uma pessoa menor se defenda de uma maior. Dá para começar em qualquer idade e sem nenhum preparo físico especial.
1. A primeira aula
A maioria das academias oferece aula experimental gratuita. Avise o professor que é sua primeira vez.
Leve água, toalha, chinelo (não se anda descalço fora do tatame nem de chinelo em cima dele) e roupas confortáveis se ainda não tiver kimono.
Corte as unhas das mãos e dos pés e retire brincos, anéis e relógio.
A aula costuma ter aquecimento, técnica, drills (repetição da técnica com o parceiro) e, no final, rola (treino livre). Na primeira aula, muitos professores pedem que o iniciante só observe ou role com faixas mais graduadas.
2. Kimono ou no-gi
Com kimono (gi): o tradicional. As pegadas na gola e na manga fazem parte da técnica.
Sem kimono (no-gi): com camisa de compressão (rash guard) e bermuda, mais rápido e parecido com o grappling.
Muitas academias têm horários das duas modalidades. Para começar, pergunte o que o professor recomenda.
3. As faixas
Para adultos: branca, azul, roxa, marrom e preta. Cada faixa tem até quatro graus (listras).
Chegar à faixa preta costuma levar cerca de dez anos de treino regular. A graduação depende do professor e da evolução técnica, não só do tempo.
Crianças têm um sistema próprio de faixas.
4. Posições e conceitos básicos
Guarda: você está por baixo, com o adversário entre as suas pernas. Uma das posições mais características do jiu-jitsu.
Passagem de guarda: quem está por cima passa pelas pernas do outro para chegar a uma posição melhor.
Cem-quilos (side control), montada e pegada das costas: posições de controle.
Raspagem (sweep): quem está por baixo inverte a posição.
Finalizações: estrangulamentos e chaves de articulação que fazem o oponente desistir.
Fuga do quadril e ponte (upa): movimentos básicos que você vai repetir em todo aquecimento.
5. Bater (dar o tap)
Quando estiver em uma finalização, bata com a mão no parceiro ou no tatame, ou diga "bati". O parceiro solta imediatamente.
Bata cedo, sem orgulho. Machucar uma articulação por teimosia pode deixar você meses parado.
Respeite também o tap do parceiro, soltando na hora.
6. Higiene e saúde
Lave o kimono depois de cada treino e tome banho logo após a aula.
Não treine com feridas abertas, micoses ou doenças de pele, que passam facilmente no contato. Procure um médico e espere sarar.
O jiu-jitsu exige muito do pescoço, ombros, joelhos e lombar. Aqueça bem, respeite seus limites e avise o parceiro se tiver alguma lesão.
7. Etiqueta no tatame
Cumprimente o professor e os colegas, peça para rolar com respeito e controle sua força, principalmente com parceiros mais leves ou iniciantes.
Os mais graduados costumam ajudar os novatos: aproveite para perguntar.
8. Paciência
Os primeiros meses são de muita confusão e de passar o treino todo por baixo. É normal. A evolução vem com constância: duas ou três aulas por semana já trazem um progresso visível.
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