Alter do Chão: as praias de rio do Tapajós, a Ilha do Amor, a FLONA, o Çairé e a época da seca

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Alter do Chão, vila do município de Santarém, no Pará, fica às margens do rio Tapajós, e é famosa pelas praias de areia branca e água doce, quente e esverdeada, que aparecem quando o rio baixa. Ela já foi chamada de “Caribe amazônico”. Além das praias, a região tem floresta, comunidades ribeirinhas e uma das festas mais antigas da Amazônia. Veja como planejar. A seca e a cheia O nível do rio muda muito ao longo do ano. As praias aparecem na época da seca, mais ou menos de agosto a dezembro, quando os bancos de areia ficam expostos. Na cheia, de janeiro a junho, muitas praias ficam submersas, e a paisagem é de floresta alagada, boa para passeios de barco entre as árvores. Ilha do Amor e Lago Verde A Ilha do Amor fica em frente à vila e, na seca, é alcançada por pequenos barcos ou até a pé, conforme o nível da água. O Lago Verde pode ser percorrido de canoa, entre igapós e árvores. A Ponta do Cururu é conhecida pelo pôr do sol e, às vezes, por botos. Floresta Nacional do Tapajós A FLONA é uma unidade de conservação com trilhas na floresta, árvores gigantes como samaúmas e comunidades que recebem visitantes com turismo de base comunitária. Contrate guias locais e respeite as regras da unidade. Çairé O Festival do Çairé, em setembro, mistura tradição religiosa e cultura indígena e cabocla, com a disputa entre os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa. A vila lota nessa época. Cuidados Nas praias de rio, as arraias de água doce podem se esconder na areia. Ao entrar na água, arraste os pés em vez de pisar com força, para afugentá-las. A ferroada é muito dolorosa e precisa de atendimento. O sol e o calor são intensos: use protetor solar, chapéu e beba muita água. Use repelente, especialmente ao entardecer. Respeite as comunidades, peça permissão para fotografar e não deixe lixo nas praias e na mata. Comida Peixes do Tapajós, como tucunaré e pirarucu, tacacá, maniçoba, açaí com farinha e a farinha de tapioca. Prove os sorvetes de frutas amazônicas. Como chegar Voe até Santarém e siga de carro, táxi ou ônibus até Alter do Chão, a cerca de 30 a 40 quilômetros. Também há barcos de linha que chegam a Santarém pelos rios, viagens longas e típicas da Amazônia. Hospedagem Há pousadas, redários e hotéis. Na alta temporada e no Çairé, reserve com antecedência.

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