Porquinho-da-índia: por que ter dois, o espaço certo, feno à vontade, vitamina C todo dia, calor no Brasil e sinais de doença

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O porquinho-da-índia, também chamado de cobaia, é um roedor dócil, que "conversa" com assobios e chiados e vive em média de cinco a oito anos. É uma ótima companhia para famílias, mas tem necessidades bem específicas, principalmente na alimentação. Antes de adotar, vale conhecer o básico. Sempre em dupla O porquinho-da-índia é um animal de grupo. Sozinho, fica entediado e estressado. O ideal é ter pelo menos dois: duas fêmeas, dois machos que se deem bem ou um macho castrado com uma ou mais fêmeas. Coelho não é companhia para porquinho: eles se comunicam de forma diferente, e o coelho pode machucá-lo. Se não quiser filhotes, não junte macho e fêmea sem castração. As fêmeas podem engravidar muito jovens. O espaço As gaiolas pequenas vendidas em pet shop costumam ser apertadas demais. Porquinhos precisam de espaço no chão para correr: um cercado amplo é melhor do que uma gaiola alta com andares. Para dois animais, procure pelo menos algo em torno de 1 metro quadrado, e mais é sempre melhor. Forre o chão com material macio e absorvente, como raspas de madeira próprias para roedores, papel picado ou tapetes laváveis. Evite grade no piso: machuca as patas. Coloque esconderijos, um para cada animal, para que ninguém se sinta encurralado. Mantenha o ambiente dentro de casa, longe do sol direto, de correntes de vento e de cães e gatos sem supervisão. Feno à vontade O feno, de capim como timothy, tifton ou coast-cross, deve estar disponível o tempo todo e ser a base da alimentação. Os dentes dos porquinhos crescem a vida toda. Mastigar feno desgasta os dentes e mantém o intestino funcionando. Ração própria para porquinhos-da-índia, em pequena quantidade, de acordo com a embalagem. Ração de coelho não serve. Verduras e legumes frescos todos os dias, bem lavados: couve, rúcula, chicória, salsinha, coentro, pimentão, folhas de cenoura. Introduza cada um aos poucos. Frutas só de vez em quando, em pedacinhos. Nunca dê: chocolate, cebola, alho, batata crua, abacate, doces, pão nem comida de gente. Água fresca sempre, trocada todo dia. Vitamina C todo dia Assim como nós, o porquinho-da-índia não produz vitamina C. Sem ela, desenvolve escorbuto: dor nas articulações, gengivas sangrando, pelo feio e falta de apetite. Ofereça diariamente alimentos ricos em vitamina C, como pimentão, couve, salsinha e acerola em pequena quantidade. Pergunte ao veterinário se é preciso suplementar. Vitamina C na água não é ideal, porque se degrada rápido e pode fazer o animal beber menos. O calor brasileiro Porquinhos sofrem muito com o calor e podem ter insolação acima de cerca de 28 graus. No verão, deixe-os no cômodo mais fresco da casa, longe de janelas com sol. Garrafinhas de água congelada enroladas em pano e pisos de cerâmica dentro do cercado ajudam. Sinais de calor excessivo: respiração rápida, animal deitado esticado e apático, baba. Leve para um lugar fresco e procure o veterinário imediatamente. Como pegar no colo Use as duas mãos: uma sob o peito, a outra apoiando o traseiro. Segure perto do corpo e perto do chão. Crianças devem segurar o porquinho sentadas, no colo, sempre com um adulto por perto. Sinais de que é hora de ir ao veterinário Não comer ou não fazer cocô por algumas horas: é urgente. Perda de peso. Pese seu porquinho toda semana numa balança de cozinha. Diarreia, secreção no nariz ou nos olhos, respiração ruidosa. Baba, dificuldade para mastigar ou dentes visivelmente compridos. Coceira intensa ou falhas no pelo. Procure um veterinário que atenda animais exóticos antes de precisar, para não perder tempo numa emergência. Adote Muitos porquinhos-da-índia são abandonados depois que as crianças perdem o interesse. Procure ONGs e protetores que têm animais para adoção, e lembre que a responsabilidade é sempre dos adultos da casa.

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