Como evitar AVC: pressão arterial, colesterol, diabetes, cigarro, sinais de alerta e por que cada minuto conta
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«Como evitar AVC» está entre as dúvidas de saúde mais pesquisadas no Brasil. O acidente vascular cerebral, conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte e de incapacidade no país. A maioria dos casos está ligada a fatores que podem ser controlados.
Os dois tipos
AVC isquêmico: um vaso do cérebro é entupido por um coágulo. É o mais comum.
AVC hemorrágico: um vaso se rompe e sangra dentro do cérebro.
Os principais fatores de risco
Pressão alta: é o fator mais importante. Muitas vezes não dá sintomas; meça regularmente.
Diabetes.
Colesterol alto.
Tabagismo.
Arritmias como a fibrilação atrial, que favorece coágulos.
Sedentarismo, obesidade, excesso de álcool e de sal.
Idade e histórico familiar também aumentam o risco, mas não podem ser mudados.
Como reduzir o risco
Medir a pressão: adultos devem verificar pelo menos uma vez por ano, e quem tem pressão alta deve seguir o tratamento todos os dias, mesmo sem sintomas.
Tomar os remédios como receitados: não parar por conta própria quando a pressão «normaliza».
Controlar diabetes e colesterol com acompanhamento na Unidade Básica de Saúde.
Parar de fumar: o SUS oferece tratamento gratuito para quem quer largar o cigarro.
Reduzir o sal, os ultraprocessados e as bebidas alcoólicas.
Comer mais frutas, verduras, feijão e alimentos integrais.
Fazer atividade física, pelo menos 150 minutos de caminhada rápida por semana.
Manter o peso adequado e dormir bem; quem ronca muito e para de respirar à noite deve investigar apneia do sono.
Reconheça os sinais: use a palavra SAMU
Sorriso: peça para a pessoa sorrir. Um lado do rosto está caído?
Abraço: peça para levantar os dois braços. Um deles cai ou fica fraco?
Mensagem: peça para repetir uma frase simples. A fala está enrolada ou estranha?
Urgente: se houver qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o SAMU, no 192.
Outros sinais: perda súbita de visão, tontura forte com desequilíbrio, dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente de qualquer outra.
Por que cada minuto conta
No AVC isquêmico existem tratamentos para desfazer ou retirar o coágulo, mas só funcionam nas primeiras horas. Quanto antes a pessoa chegar a um hospital preparado, menos sequelas.
Anote o horário em que os sintomas começaram ou em que a pessoa foi vista bem pela última vez: essa informação é essencial para a equipe médica.
Não dê remédios, água ou comida e não espere os sintomas passarem. Mesmo sintomas que somem em minutos (o chamado AIT, ou mini-AVC) são um alerta e exigem atendimento.
Depois de um AVC, a reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional faz grande diferença, e o controle dos fatores de risco evita um novo episódio.