Maniçoba paraense: folha de mandioca cozida por dias, carnes de porco, segurança e o almoço do Círio
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A maniçoba é um dos pratos mais tradicionais do Pará, servida principalmente no almoço do Círio de Nazaré, em Belém, no segundo domingo de outubro. É feita com a maniva, as folhas da mandioca moídas, cozidas por vários dias até formar um caldo escuro e grosso, e depois com carnes salgadas e defumadas de porco e de boi, como numa feijoada. Por isso muita gente a chama de “feijoada paraense”, só que sem feijão.
Atenção à segurança
A folha da mandioca crua contém substâncias que liberam ácido cianídrico, que é tóxico. É por isso que a maniva cozinha por muito tempo, em geral cerca de sete dias, trocando água e mexendo sempre.
Não encurte o cozimento.
Em casa, o mais seguro é comprar maniva já pré-cozida, vendida em feiras e mercados de Belém, como o Ver-o-Peso, e em supermercados da região, e seguir as instruções da embalagem.
Ingredientes (para muitas pessoas)
2 kg de maniva pré-cozida;
1 kg de carne de porco salgada (pé, orelha, rabo, costela);
500 g de toucinho;
500 g de charque;
500 g de linguiça calabresa e paio;
cebola, alho, louro;
pimenta-de-cheiro e sal.
Preparo
Dessalgar as carnes de véspera, trocando a água várias vezes, e aferventá-las.
Cozinhar a maniva com água em fogo baixo, mexendo para não grudar, pelo tempo indicado.
Acrescentar as carnes mais duras primeiro e, depois, as linguiças e o toucinho.
Refogar cebola, alho e louro e juntar à panela.
Deixar apurar até a maniva ficar quase preta e as carnes macias.
Servir
Com arroz branco, farinha d’água e pimenta-de-cheiro.
É ainda mais gostosa no dia seguinte.
Onde provar
Em Belém, restaurantes de comida regional servem maniçoba o ano todo, e na época do Círio ela aparece nas mesas das famílias e nas feiras.
Também é comum no Recôncavo Baiano, com algumas diferenças de preparo.