Ilha de Marajó, no Pará: búfalos, praias de Soure e Salvaterra, cerâmica marajoara e como ir de Belém
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A Ilha de Marajó, no Pará, na foz do rio Amazonas, é a maior ilha fluviomarinha do mundo. Campos alagados, manguezais, praias onde a água doce do rio se mistura com o mar, fazendas de búfalos e a herança da antiga cultura marajoara fazem dela um destino único na Amazônia. Os municípios mais visitados são Soure e Salvaterra, no leste da ilha.
Como chegar
De Belém, de barco ou lancha até o porto de Camará, em Salvaterra; a viagem leva de duas a quatro horas, conforme o tipo de embarcação.
Há também balsas que levam carros.
De Salvaterra a Soure, atravessa-se o rio Paracauari de balsa ou barco pequeno.
Confira os horários das embarcações com antecedência, pois variam ao longo da semana e da maré.
Os búfalos
Marajó tem um dos maiores rebanhos de búfalos do Brasil. Em Soure, os búfalos fazem parte do cotidiano: puxam carroças e até a polícia usa búfalos em patrulhas.
Fazendas recebem visitantes para passeios de búfalo, ordenha e trilhas nos campos.
Praias
Em Soure: Praia do Pesqueiro, Praia do Araruna (acesso por trilha e passarela no mangue) e Praia da Barra Velha.
Em Salvaterra: Praia Grande e Praia de Joanes, com ruínas de uma igreja jesuíta.
A água é uma mistura de rio e mar; a maré muda bastante a paisagem ao longo do dia.
Cultura marajoara
A cerâmica marajoara, com seus desenhos geométricos, foi produzida por povos que viveram na ilha há muitos séculos. Artesãos locais mantêm a tradição, e há ateliês para visitar e comprar peças.
O carimbó e outras danças paraenses animam festas locais.
O que comer
Queijo do Marajó, feito com leite de búfala, e filé de búfalo.
Peixes amazônicos, caranguejo, açaí e frutas regionais.
Dicas
O período de chuvas, aproximadamente de janeiro a junho, deixa campos alagados e algumas estradas difíceis; o segundo semestre é mais seco e ensolarado.
Use repelente e protetor solar.
Leve dinheiro em espécie, pois nem todos os lugares aceitam cartão.