Monte Roraima: a tríplice fronteira, a trilha a partir da Venezuela, os vales do topo, guias e o que levar
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O Monte Roraima é um tepui, uma montanha de topo plano com paredões verticais, na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Seu topo, a cerca de 2.800 metros, é um mundo à parte: rochas negras esculpidas pelo vento e pela chuva, poços de água cristalina, cristais de quartzo e plantas que só existem ali. Do lado brasileiro, a área fica dentro do Parque Nacional do Monte Roraima.
Como é feita a subida
A trilha mais usada começa na Venezuela, na comunidade indígena de Paraitepuy, na região da Gran Sabana.
Muitos brasileiros partem de Boa Vista e seguem por estrada até Pacaraima, na fronteira, e Santa Elena de Uairén, de onde as agências organizam a expedição.
A expedição dura em geral de seis a oito dias, com acampamentos no caminho e no topo.
É obrigatório ir com guias e carregadores locais, que conhecem o terreno e as regras das comunidades.
Antes de ir
Consulte a situação da fronteira e as recomendações do Itamaraty para a Venezuela.
Leve passaporte ou documento aceito na fronteira, e verifique as vacinas exigidas, como a de febre amarela.
Contrate agências com boa reputação e confira o que está incluído: barracas, comida, carregadores e taxas.
No topo
O Vale dos Cristais, coberto de cristais de quartzo.
As "jacuzzis", poços naturais de água gelada.
O Ponto Triplo, o marco onde se encontram os três países.
O Lago Gladys e mirantes sobre os paredões, quando a neblina deixa.
Clima e equipamento
Chove muito, e no topo faz frio, sobretudo à noite. Leve roupa impermeável, roupa térmica, saco de dormir adequado e botas já amaciadas.
Rios no caminho podem subir rapidamente com a chuva; siga as decisões dos guias.
Protetor solar e repelente são indispensáveis na savana.
Respeito
É proibido retirar cristais, pedras ou plantas: há revista na descida.
Todo o lixo, inclusive o sanitário, deve ser levado de volta, conforme as regras do parque.
Respeite as comunidades pemón, donas do caminho.