Sarapatel nordestino: miúdos de porco, sangue e temperos, como limpar bem, cozinhar e servir com farinha
TUREFF• •0
O sarapatel é um prato forte e tradicional do Nordeste brasileiro, especialmente de Pernambuco, da Bahia e da Paraíba. Feito com miúdos de porco (ou de carneiro, em algumas regiões) cozidos com sangue, vinagre e muitos temperos, tem origem portuguesa e chegou ao Brasil ainda no período colonial. É comida de feira, de botequim e de reunião de família, servida com farinha de mandioca e arroz.
Ingredientes (8 pessoas)
1,5 kg de miúdos de porco: fígado, coração, rim, bofe e tripa, já limpos;
1 xícara de sangue de porco coalhado (opcional; muitas receitas modernas não usam);
suco de 3 limões e 1/2 xícara de vinagre;
2 cebolas, 1 cabeça de alho, 2 tomates e 1 pimentão;
cominho, pimenta-do-reino, folhas de louro, colorau;
coentro e cebolinha;
pimenta-de-cheiro ou malagueta a gosto;
óleo e sal.
Limpar os miúdos
Essa é a parte mais importante. Lave tudo muito bem em água corrente, retire peles, gorduras e nervos.
Deixe de molho em água com limão e vinagre por algumas horas, trocando a água.
Ferva os miúdos rapidamente, descarte a água e lave de novo.
Compre os miúdos e o sangue de fornecedor confiável, frescos e bem refrigerados.
Temperar
Corte os miúdos em cubos pequenos, todos parecidos.
Tempere com alho, sal, cominho, pimenta, louro e um pouco de vinagre; deixe descansar uma ou duas horas.
Cozinhar
Numa panela grande, refogue a cebola, o alho, o tomate e o pimentão no óleo com colorau.
Junte os miúdos, refogue bem e cubra com água quente.
Cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora e meia a 2 horas, até tudo ficar macio, acrescentando água se precisar.
Se usar sangue, junte-o desmanchado nos últimos 20 minutos, mexendo para engrossar o caldo.
Finalize com coentro, cebolinha e pimenta.
Servir
Bem quente, com farinha de mandioca para fazer pirão no prato, arroz branco e molho de pimenta.
Dicas
O sarapatel fica melhor no dia seguinte, quando os temperos se assentam.
Em algumas regiões se faz com miúdos de carneiro ou de boi; a técnica é a mesma.
Por ser um prato pesado, combina mais com o almoço do que com o jantar.